Domingo, 12 de Julho de 2009

ENSAIO: GILMAR MENDES E O JORNALISMO

Texto feito para a disciplina de Redação IV, do Curso de Jornalismo da UFSC. Sem prentensões de ser o dono da verdade ou de convencer ninguém, é apenas uma visão sobre o tema da queda do diploma, temperado por um pouco de exercício de estilo. Pra quem ficar com preguiça, vou postar depois o editorial do jornal Quatro, da mesma disciplina, que condensa o ensaio abaixo em apenas 20 linhas.

* * * *

Gilmar Mendes e o Jornalismo

No dia 17 de junho de 2009 o Supremo Tribunal Federal extinguiu a exigência do diploma de ensino superior em jornalismo para o exercício da profissão. Com oito votos a favor e apenas um contra, a obrigatoriedade foi considerada inconstitucional. A partir de agora, portanto, as empresas de comunicação não precisam mais contratar apenas profissionais com formação específica na área, coisa que, na realidade, já vinha acontecendo há tempos.


À parte da classe jornalística e da opinião pública desagradaram bastante os argumentos utilizados pelo presidente do STF, Gilmar Mendes. O ministro defendeu seu voto, favorável à extinção, apontando que não há ciência no jornalismo, o que invalidaria a formação acadêmica como critério obrigatório para o ingresso no mercado de trabalho. No ápice de sua sustentação oral, Mendes comparou a formação jornalística a de um cozinheiro, deixando transparecer que ela seria desnecessária.


No fim das contas, o que o ministro Gilmar Mendes fez foi escancarar uma visão corrente na sociedade: qualquer um pode ser jornalista. Em tempos de internet, blogs e do culto ao amadorismo, essa idéia ganha cada vez mais adeptos e, diante da incapacidade da classe jornalística em demonstrar o quão equivocada ela é, tende a ganhar força com a decisão do STF. Em termos jurídicos, inclusive, não há mais medidas a serem tomadas, já que a sentença foi em última instância. Cabe-nos, agora, apenas a reflexão e a busca da competência, a fim de reforçarmos a importância da formação acadêmica em jornalismo.


Mais do que questionar o voto do ministro, sob suspeita de ter sido feito por influência dos grandes grupos de comunicação brasileiros que defendiam a queda da obrigatoriedade do diploma, nós, jornalistas e estudantes de jornalismo, devemos investigar as causas de a situação ter chegado aonde chegou. A abordagem sistêmica, a análise do todo e a observação diferenciada da realidade, por nós defendidas como resultado do aprendizado universitário, podem nos fornecer as chaves para entender o que se passa com o jornalismo atual, dito constantemente em crise.


É notável como foi perdida a referência sobre qual é a verdadeira essência do jornalismo: a reportagem. Numa época em que vemos o jornal mais vendido do país, a Folha de S. Paulo, veicular anúncios na televisão em busca de assinantes personificando os valores jornalísticos em seus colunistas, o trabalho do repórter parece estar ficando em segundo plano. Em sua argüição, o ministro Gilmar Mendes apontou que não se poderia proibir profissionais de diferentes áreas de discorrerem sobre estas nas páginas de um jornal, no rádio, na televisão ou na internet. De fato, ele está correto. O ponto, porém, é que essa não é a função primordial do jornalismo e, ampliando a esfera de abordagem, não é o que aprendemos na universidade.


O treinamento jornalístico, em si, gira em torno da elaboração de reportagens, matérias. Somos instruídos a não darmos a nossa opinião sobre o que estamos escrevendo, apenas a apresentarmos os fatos e deixar que o leitor tire suas próprias conclusões. Em suma, a nossa visão pessoal do tema não interessa. Justamente o oposto da visão corrente, que aqui continuarei a personificar em Gilmar Mendes, de que o sujeito que está escrevendo pode, ou deve, estar envolvido com a área.


O jornalismo científico, ou seja, aquele que aborda a física, a química e a biologia, com suas subdivisões, costuma ser usado como exemplo da eficácia do especialista em detrimento do jornalista. Ora, se é pra falar de física quântica, que se contrate um físico. Alguns problemas se apresentam a partir dessa conclusão. O primeiro deles é que o cientista provavelmente não teve treinamento de texto jornalístico e, embora possa obter bastante sucesso com a elaboração de um artigo numa revista científica lida apenas por seus pares, terá enorme dificuldade em se fazer entender pelo leitor comum, leigo nos assuntos de sua área. Aqui cabe um adendo: o jornal é um meio que tem amplitude, ou seja, ele deve ser compreendido da primeira à última linha por um sujeito que só se interessa pela cobertura esportiva, por exemplo. O segundo problema é relacionado à ética e o respeito à pluralidade de pensamento: por estar envolvido diretamente com a área sobre a qual vai escrever, o cientista pode fazer parte de alguma corrente filosófica ou ter algum tipo de comprometimento profissional que impeça uma completa isenção. Não há problemas quanto a isso numa coluna assinada, mas uma matéria jornalística estaria ferida de morte com essas premissas.


A confusão se apresenta em mais um dos argumentos do presidente do STF, utilizado também em editoriais de grandes jornais: a obrigatoriedade do diploma seria uma afronta à liberdade de expressão. A absoluta incoerência com outro ponto, a de que o jornalismo preciso se adequar aos novos tempos da internet, não pode passar despercebido. A instituição de blogs, fóruns eletrônicos e sites como um todo parece ser o bastante para tornar anacrônicos meios como a televisão, o rádio e, o que se apresenta como centro da crise, a mídia impressa, mas não são suficiente para garantir ao cidadão comum que sua voz seja ouvida. Não, é preciso que se disponibilizem justamente os tais meios anacrônicos, livres agora de qualquer amarra burocrática.


Pois bem, que se contrate qualquer um para pautar, apurar, checar e produzir um texto para qual seja o meio, lembrando que nesse meio tempo é necessário lidar com fontes, fazer conexões temáticas, dialogar com diferentes abordagens, enfim, pensar uma matéria jornalística. Não, é claro que isso não vai ser feito, ao menos pelos grupos de comunicação que acreditam ter uma reputação a zelar. Se bem que foram eles os principais defensores da queda do diploma. Divago, porém. O ponto aqui é a próxima vítima da sanha reformista do jornalismo brasileiro por parte dos juristas da suprema corte: a regulamentação da profissão. Gilmar Mendes, sempre ele, já declarou que sem o diploma não faz sentido que ela exista, bem como o registro profissional. A salvação parece estar no legislativo, que deve receber em breve o novo texto das regras, elaborado pelo Ministério do Trabalho, para analisar e votar. Quem sabe dêem uma olhada na questão do ingresso na profissão. De qualquer forma, ela deve apontar rumos que certamente mostrarão ao tal “qualquer um” que a coisa não é tão simples assim.


Que fique claro que aqui não se faz uma defesa do diploma em si, como uma garantia de qualidade profissional. O papel recebido pelo estudante em sua formatura representa algo muito mais relevante, que é a bagagem acadêmica. A universidade coloca o futuro jornalista em contato com uma série de itens e situações aos quais normalmente ele passaria ao largo e que o preparam de forma mais adequada ao exercício da profissão. A literatura especializada e a exposição da técnica são as que inicialmente saltam aos olhos, assim como o contato direto com ferramentas e metodologias dos diferentes meios de propagação da informação. A isso se chama treinamento. Há, porém, ativos menos tangíveis, como a convivência, e a conseqüente cobrança direta e indireta, com os colegas, que gera a pressão saudável da melhora constante da qualidade da produção. A isso se chama aperfeiçoamento.


Outro aspecto a se considerar no rol de pontos favoráveis à formação acadêmica é a questão da vocação. Mais do que um conceito de conotação psicológica, para alguns até esotérica, ela é importante no desenvolvimento de talentos e habilidades ligados à vida profissional. Há que se levar em conta que alguém que define que vai dedicar quatro anos, e um bom dinheiro em alguns casos, a estudar os fundamentos de uma profissão deve, no mínimo, ter um bom interesse nela. Dessa forma, o nível de comprometimento com as práticas e com a profissão em si ganha um acréscimo considerável. E o bom jornalismo só se faz com respeito aos valores que o permeiam. Ademais, numa visão um pouco mais romântica, a paixão pelo jornalismo é sempre citada como um diferencial do bom repórter. Tudo isso gera a vontade de aprender mais, não só de apenas ter um diploma que indique que ali está um jornalista formado. O caminho é mais importante que o fim nessa caminhada.


Gilmar Mendes parece não saber disso. Ao apontar que qualquer um pode ser jornalista, indica que basta querer escrever uma coluna num jornal para que ali esteja um sujeito imbuído dessa paixão. Não falemos em paixão. Falemos em vontade. É muito fácil dar opinião, não é necessário mais do que um ponto de vista e alguma familiaridade com o português. Fazer uma reportagem, porém, é mais difícil. É preciso ter conhecimento de como construir um texto jornalístico. É preciso lidar com diferentes fontes de informação, apurar o que elas transmitem e saber depurar seus interesses. É preciso saber o que fazer com tudo que descobrimos, selecionando e hierarquizando o que iremos dizer. É preciso cruzar esses dados com outros, dando uma visão completa do meio onde está inserido nosso assunto. É preciso ter muita vontade de fazer tudo isso. Ok, falemos em paixão. É preciso ter muita paixão pelo jornalismo.

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

LER, LER, LER...

Os últimos livros que terminei de ler não poderiam ser mais diferentes entre si, porém devorei-os com igual voracidade: em uma noite. "Medo e Delírio em Las Vegas", publicado em 1972, é um clássico de Hunter S. Thompson, o homem que inventou e definiu o jornalismo gonzo. O livro narra as suas aventuras ao ser escalado para duas pautas em Las Vegas, levando a tiracolo seu advogado samoano e uma quantidade indecente de drogas das mais variadas espécies. O ritmo alucinado e sem rodeios influencia gerações de jornalistas até hoje, talvez menos do que deveria. Até mesmo eu fiz um tributo ao Dr. Thompson quando da sua morte, em 2005, narrando, num texto no jornal do DAAG, como seria uma incursão sua pela Choppada da ESAG. Gosto de pensar que contribuí para que pelo menos meia dúzia de alunos tenham buscado os livros dele, uma pequena egotrip. Em "Medo e Delírio...", o sonho hippie dos anos 60 é enterrado, mostrando como o uso de drogas é, na verdade, um ato muito pessoal e de cunho meramente hedonista, ao contrário da proposta de elevação espiritual e mental coletiva que os seguidores de Timothy Leary propunham. Recomendo bastante o livro e também a cultuadíssima versão cinematográfica, encontrada apenas em VHS no Brasil, dirigida por Terry Gillian (de "Os 12 Macacos") e estrelada por um Johnny Depp e um Benicio Del Toro inspiradíssimos nos papéis, respectivamente, de Thompson e seu advogado.

Já para descrever "Até o dia em que o cão morreu", de 2003, romance de estréia de Daniel Galera, fica difícil fugir de clichês como minimalista ou contemplativo. O texto em si, porém, foge dos clichês e foca na vida interior do narrador da história, pois na exterior não há muito acontecendo, a não ser uma modelo e um cachorro. Invadido por estes últimos num momento que sua vida se encontrava num limbo entre a adolescência e a vida adulta, o narrador vai descrevendo sua evolução de forma bastante realista e sem forçação de barra, criando uma ligação emocional com o leitor. E o texto flui com facilidade, numa leitura agradável, porém reflexiva. Daniel Galera é um escritor da nova geração, que teve origem na internet e agora vai colocando suas asinhas de fora, além de trabalhar com tradução de autores como, por exemplo, Hunter S. Thompson. O livro também foi adaptado para o cinema recentemente, sob o nome "Cão Sem Dono", com direção de Beto Brant (de "O Invasor") e obteve boa recepção da crítica.

No fim das contas, até que os livros têm algumas coisas em comum. Ótimas leituras!

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

EU TAMBÉM QUERO FECHAR A BEIRA-MAR

Como qualquer cretinice é motivo para fechar a av. Beira-Mar em Floripa e transformar a cidade num caos, decidi que também tenho direito de brincar. Aí vão alguns eventos que pretendo organizar nos próximos meses:

1. Parada do Orgulho Macho:
Mulheres seminuas, cerveja gelada a rodo e partidas de futebol. Mais nada. E precisa mais?

2. Manifestação do Cansei:
Parece que o movimento ainda existe e eu acho que seria legal dar uma força.

3. Manifestação da Militância do PT:
Parece que o movimento ainda existe e eu acho que seria legal dar uma força.

4. Manifestação do Movimento Estudantil da UFSC:
Parece que o movimento ainda existe e eu acho que seria legar dar uma força.

5. Reunião Anual dos Ex-Jogadores de Avaí e Figueirense:
Com os cinqüenta e poucos pernas-de-pau que passam pelo elenco de cada um dos times todos os anos, seria um evento enorme e proporcionaria o encontro das torcidas com seus velhos desconhecidos.

6. Arrozada do Volpato:
Pra reunir a rapeize que não tem dinheiro pra ir na Feijoada do Cacau. Os que têm dinheiro, mas não vão porque têm senso de ridículo, também estão convidados.

7. Movimento dos Moradores que Foram para a Praia, Viajaram ou Estavam Exercendo seu Direito de Ir e Vir e Agora Só Querem Chegar em Casa Rapidamente:
Nah, deixa pra lá, esse não teria respaldo da prefeitura.

8. Passeata "Eu Lembro da Moeda Verde":
Quase que eu esqueço desta...

Estou aberto a sugestões. Não tão aberto a ponto de ir na parada gay, mas estou aberto.

P.S.: Antes que me chamem de homofóbico, preconceituoso ou bicha enrustida, é bom dizer que o que me emputeceu foi fechar a principal via de escoamento de uma cidade que tem um sistema de transporte público arcaico e poucas ruas para desviar o trânsito. Num domingo. Num fim de feriadão! Poderia ser a Parada das Coelhinhas da Playboy, mas que fosse feito no calçadão da Felipe, na Hercílio Luz ou no maldito sambódromo, enfim, em qualquer área não-residencial, não na Beira-Mar.

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

O MÚSICO, EM "CLICHÊ"





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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

POP-ART


Logo agora, que eu tinha decidido parar de comprar a Rolling Stone por uns tempos, os editores me colocam isso aí na capa... Refiro-me à matéria sobre o Sgt. Pepper's, é claro.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

PREFEITURA PHILCO

Fechar a principal avenida da cidade, num domingo a noite, para um show de aniversário de uma rádio brega, numa área residencial? Tem coisas que só a prefeitura de Florianópolis faz por você... Sempre lembrando que logo logo tem a já clássica e igualmente inexplicável "Corrida dos Correios", que também é motivo suficiente, pelo menos para as autoridades responsáveis, para fechar anualmente a av. Rubens de Arruda Ramos, a popular Beira-Mar Norte. Então tá.

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

O MÚSICO, EM "TOCA AQUELA!"






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Estreando mais uma novidade para seus dezessete leitores, o blog traz a inédita parceria entre este que vos fala e Felipe Nicolazzi, vulgo Mingo, o único sujeito com algum talento artístico na família. Algum não, muito! A idéia é publicarmos tirinhas quinzenais com as aventuras desse personagem acima, provisoriamente chamado de "O Músico" (obs: não, nada a ver com o Prince), pela noite e o mundo musical. Eu faço os roteiros e o Felipe os desenha. Simples assim. Como é um assunto que ambos dominamos, deve render algumas historietas.

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

GRANDES CROSSOVERS CINEMATOGRÁFICOS QUE GOSTARÍAMOS DE VER

Originalmente publicado no site Floripa Hoje, em março de 2006.

Exterminador do Futuro II x Conduzindo Miss Daisy
Um ciborgue (Arnold Schwarzenegger) é enviado do futuro para proteger e ser o motorista de uma velhinha insuportável (Jessica Tandy), que será a líder da revolução dos humanos contra as máquinas. Cena memorável: o ciborgue, cansado de ser xingado e importunado, joga a velha num caldeirão de metal derretido.

Cidade de Deus x Pulp Fiction
Dois assassinos, Mané Galinha (John Travolta) e Zé Pequeno (Samuel L. Jackson) são o centro de uma rede de histórias paralelas, que ocorre numa favela do Rio de Janeiro e envolve muita violência gratuita e muitos diálogos desnecessários. Cena memorável: os assassinos debatem diferenças culturais das favelas cariocas: - “Por exemplo, sabe como eu sou chamado lá Morro do Alemão?” –“Eles não te chamam de Dadinho?” –“Não, Dadinho é o c...! Me chamam de Zé Pequeno, p...!”

Titanic x Ghost
Uma velhinha (Gloria Stuart) relembra o amor da sua vida, que jaz no fundo do mar junto com o Titanic. Cansada de apenas lembrar, decide contratar uma médium charlatona (Whoopi Goldberg) para fazer contato com seu amado no além. Cena memorável: numa sessão espírita, todos fazem navios de argila, ao som da Celine Dion cantando “Unchained Melody”, até que o espírito de Jack (Leonardo DiCaprio) aparece, dá uma olhada pra velhinha e diz: -“Pô, achei que eu ia encontrar a gostosinha da Kate Winslet! Fala sério! Fui!”.

Closer x Náufrago
Escritor de obituários (Jude Law) é o único sobrevivente de um acidente de avião, numa ilha deserta. Lá conhece duas bolas de vôlei e se apaixona perdidamente por ambas, mas sofre muito por não conseguir decidir com qual delas ficar. Um belo dia, um médico (Clive Owen) chega de lancha e come as duas bolas, para depois fugir com uma delas e fazer a outra desaparecer. Cena memorável: o escritor, ao som de “É isso aí” de Ana Carolina e Seu Jorge, fica a ver navios. Metaforicamente, pois não há nenhum que passe pela maldita ilha.

O Chamado x O Sexto Sentido
Psicólogo (Bruce Willis) morre e fica preso numa TV, mas não percebe. Um garotinho (Haley Joel Osment) é o único que pode vê-lo e o convence a gravá-lo numa fita, para que possa passear por várias TVs. Quando descobre que está morto, o psicólogo decide sair das TVs para matar todo mundo que assistiu à fita. Cena memorável: quando tudo parecia resolvido, o garoto, com o nariz sangrando, fala para sua mãe (Naomi Watts): -“Você não entende mamãe? Eu vejo pessoas mortas na TV!”

Forrest Gump x O Doce Veneno do Escorpião, o Filme (da Bruna Surfistinha)
Caseiro (Tom Hanks) é testemunha ocular e ocasional dos principais eventos do governo Lula, ao mesmo tempo que não consegue esquecer seu grande amor (Mel Lisboa), uma piranha que culpa os caminhos da vida pelas escolhas erradas que fez. Cena memorável: o caseiro, cortando grama, flagra sua amada na cama com um importante membro do governo, fica inconsolável e resolve contar tudo o que viu na CPI dos Bingos.

Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

PIADINHA CRETINA III

No meio de toda essa putaria que foi revelada após os acidentes aéreos, nada mais apropriado de que o primeiro sujeito a se dar mal com essa história toda seja um dono de bordel.

(Não entendeu? Clique aqui, aqui, aqui e aqui.)

Domingo, 12 de Agosto de 2007

SEÇÃO PRESUNTO FRESCO - TONY WILSON (1950-2007)

Tony Wilson morreu na última sexta-feira, o que, por motivos que até agora não compreendo, me deixou meio borocoxô. Apesar desse nome de cantor brega dos anos 70, ele foi uma das pessoas mais importantes da música moderna. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar do sujeito, já que ele mesmo dizia que era um personagem menor na história de sua própria vida. Acho legal esse conceito de vida, é uma das coisas que me atraem no jornalismo, a possibilidade de fazer parte da história sem ser o protagonista.

Não por coincidência, Tony era jornalista. Trabalhou na TV britânica nos anos 70 e, a partir de um programa de artes e cultura em geral, foi um dos catalisadores da cena musical conhecida como Madchester, na cidade que você já deve ter adivinhado qual é, que teve como principais nomes o Joy Division, o New Order, o Happy Mondays, os Smiths, os Stone Roses e, mais tarde, o Oasis. Isso tudo num espaço de mais ou menos quinze anos. Tony descobriu e empresariou as três primeiras, empreitada que só lhe rendeu prejuízos, pois não as tinha sob contrato (ele não achava moralmente correto) e ainda financiava as turnês e as quantidades assustadoras de drogas que elas consumiam. Tony então resolveu que precisava de um lugar para suas bandas tocarem em Manchester e fundou o Hacienda, que talvez seja o clube noturno mais importante da história da música (empatado com o CBGB's), pois foi lá que nasceu a cultura rave. Na cinebiografia de Tony, "24 Hour Party People" (inédita em DVD no Brasil), esse momento é registrado quando as pessoas passam a aplaudir não a música, não o compositor, mas o DJ. Não sou fã de música eletrônica, mas há que se que reconhecer a relevância do fato, dada a importância cultural que os beats e bits têm hoje em dia.

O filme também registra outra passagem definitiva, na qual, mais uma vez, Tony Wilson foi coadjuvante: o primeiro show dos Sex Pistols em Manchester, considerado por muita gente o show mais importante da história do rock. Tony estava lá, junto com uma série de pessoas que saíram dali abobalhadas com o que tinham visto e resolveram mudar o mundo através do punk rock e da new wave. Ele acabou sendo o agitador desse pessoal todo, dedicando sua vida a ações financeiramente fadadas ao fracasso que se justificavam apenas pelo tesão pela música e pelo novo. Não se fazem mais sujeitos como Tony Wilson. Deve ser por isso que eu fiquei meio borocoxô.

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

O DISCURSO ENVERGONHADO DA DIREITA

Por que a direita tem vergonha de ser direita? Faço essa pergunta porque, mais uma vez, setores da zelite se organizam numa atitude de fundo louvável, mas têm vergonha de assumir a criança. Falo desse movimento "Cansei", criado pelos cabeças da Fiesp e do tucanato e personificado no almofadinha-mór João Dória Jr, porém levado à mídia pelas mãos da OAB-SP. Li, alguns dias atrás, uma reportagem na Folha que dizia que os cabeças do movimento não queriam se indispor com o presidente Lula e, por isso, recrutariam a OAB e a dita classe média para a linha de frente da batalha. Faz sentido, não seria coerente que os sujeitos que ficaram ainda mais ricos nos últimos anos batessem de frente com quem lhes proporciona o inchaço da carteira.

Não fosse a hipocrisia do discurso de largada, o tal "Cansei" seria bem interessante. Democraticamente, todos têm o direito de protestar contra aquilo que os prejudica, contra aquilo que os deixa descontentes. No caso, os caras cansaram do caos aéreo, das balas perdidas e de pagar tantos impostos. Justíssimo. Agora fica chato é travestir de movimento cívico, usando o velho chavão da cidadania apenas porque os cansados têm vergonha de assumirem que é, sim, um movimento com cunho político. Deviam dizer: "porra, nós movimentamos a riqueza desse país, queremos estar seguros seja voando ou nos nossos carros importados e queremos que os impostos que pagamos sejam revertidos em benesses para nós, não para esmolas para miseráveis!"

OK, talvez fosse melhor não usar esses termos. O grande problema é que, no Brasil, a direita é eternamente vinculada ao demônio, ainda mais agora com o novo nome do PFL. Tudo de mau que aconteceu no Brasil foi sempre jogado na conta da zelite. Então, a própria direita têm vergonha de se assumir como tal, mesmo quando tem boas idéias e realiza coisas interessantes. Veja as últimas eleições, por exemplo: em vez de usar aquela camisa ridícula com broches das estatais, por que o Alckmin não mostrou para o eleitor tudo de bom que proveio das privatizações do governo FHC? O tucanato com certeza achou que o povo era burro e não ia entender, mas bastava usar o telefone como exemplo; por que diabos o Nizan Guanaes não pegou dois pobres, um no sertão e outro em São Paulo, que hoje podem se falar tranqüilamente por telefone, dizendo que antes teriam que esperar três anos e vender a casa para pagar por uma linha? O primeiro passo para a direita voltar a ter espaço no Brasil é explicar ao eleitor a sua visão de país e porque, na visão deles, ela é melhor que o modelo petista. Apostar em movimentos camuflados, para mim, não vai dar em nada; vai ter o mesmo efeito prático que uma visita do Papa.

Aliás, da forma como as coisas estão sendo conduzidas, fica muito difícil discordar dos comunas que estão classificando o "Cansei" como a reedição do "Tradição, Família e Propriedade". A vermelhada, inclusive, diz que é um movimento golpista. Bobagem, não há mais espaço para golpes políticos no Brasil. Há, sim, muito espaço no Brasil para o debate democrático, ainda mais para a direita, que conta com os maiores meios de comunicação do país para expor seus pontos de vista. A Globo, por exemplo, vai ceder espaço para os cansados (em peças publicitárias criadas pelo Nizan, é óbvio). Por que não, então, apostar no discurso propositivo, respeitando a inteligência do eleitor médio brasileiro, que é capaz de receber e processar informações? É na classe média, a maior prejudicada pelo governo Lula, que a direita tem que focar. E deve começar se assumindo como direita, porque ninguém compra um produto cujo vendedor sente vergonha em demonstrá-lo.

P.S.: leia mais sobre o assunto no blog Cidadão Online (link ao lado).

Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

O FANFARRÃO VENCEU

Contrariando todas as previsões, o Brasil de Dunga bateu a Argentina na final da Copa América. Não só bateu, como surrou: 3 a 0. E foi o Brasil de Dunga mesmo, que jogou o tempo todo com oito atrás da linha da bola e fez uma marcação que não deu chance aos talentosos argentinos. O maior trunfo deles, o toque de bola paciente e preciso, foi anulado pelo superpovoamento do nosso campo de defesa; nossos oito defensores marcaram duro e não caíram na bobagem de perseguir os argentinos no campo de ataque. Aí foi só encaixar os contra-ataques... Alguém aí lembrou do jogo entre Inter e Barcelona?

O que não pode acontecer é o colorado Dunga repetir os erros do Abel Braga e da direção do Internacional, que acharam que aquela atuação histórica iria se repetir em todos os jogos da temporada de 2007 e não reforçaram o time. Em termos de motivação, uma coisa é enfrentar o Barcelona, outra é enfrentar o Nacional do Uruguai e o Brasil de Pelotas e, assim, o Inter realizou campanhas bisonhas no primeiro semestre. Creio que o raciocínio é o mesmo: Dunga não pode passar a considerar o Júlio Baptista e o Vágner Love gênios e empombar de vez com Ronaldinho e Kaká, ainda mais com aquele discursinho medíocre de amor a camisa, que conta com apoio escancarado da Voz-Ofical para fazer a cabeça do povo. Ah, e eu acho que o Ronalducho tem vaga nesse time com uma perna amarrada.

Seria interessante que o eterno capitão do tetra analisasse bem o que aconteceu domingo em Maracaibo e entendesse que a sua visão maniqueísta de qualidade no futebol (jogar bonito é sinônimo de firula e de derrota vs. jogar feio é sinal de seriedade e de vitória) não é verdadeira. Ontem, o Brasil jogou bonito, mesmo sendo bastante defensivo; mais importante, jogou bem, postado de forma inteligente, anulando as qualidades de um adversário superior e tendo boa saída de bola e eficiência nos contra-ataques. O que muita gente pede é que a seleção brasileira se porte como seleção brasileira, que não jogue um futebol medroso e bagunçado contra adversários desqualificados. Interessante notar, também, que o time se postou melhor defensivamente com a entrada de jogadores mais ofensivos, Elano e Daniel Alves, no lugar de um dos volantes, Gilberto Silva. Espero que o Dunga também tenha percebido isso, embora a entrada do Fernando no lugar do Love aos 44 do segundo tempo, com 3 a 0 no placar, seja um enorme indicativo contrário.

Concluindo, dois detalhes do jogo de ontem me fizeram concordar ainda mais com o Juca Kfouri, que chama a seleção brasileira de "seleção da CBF". A primeira foi logo na entrada em campo, quando percebi as fitas pretas amarradas nos braços dos jogadores, sinal de luto. Inicialmente, pensei que alguma personalidade brasileira teria morrido, mas logo me corrigi, pensando "ah, deve ter sido o cachorro do Ricardo Teixeira ou um burocrata qualquer da CBF"; não deu outra, quem tinha empacotado era o diretor financeiro da CBF. Com todo respeito ao falecido e à sua família, nada a ver... A segunda foi na entrega das medalhas, quando os jogadores e a comissão técnica foram receber seus prêmios com uma camiseta azul, vagabundaça, com o logo, horroroso, da "campanha" do Brasil para receber a Copa de 2014, deixando de lado o uniforme mais tradicional e famoso do futebol mundial, a camisa amarela. Nossos capitães, Juan e Gilberto Silva, levantaram o segundo troféu mais importante para a seleção do Brasil com uma camiseta fuleira feita em alguma malharia de Maracaibo, numa demonstração clara das prioridades da CBF. Aí reclamam quando nossos maiores jogadores não se mostram interessados em vestir a camisa da seleção.

Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

FESTIVAL DEMOCRÁTICO NO MARACANÃ

Foi um ode ao pluralismo político a abertura do Pan: foram ostensivamente vaiadas, num completo erro de julgamento da platéia, as delegações dos Estados Unidos, da Venezuela e da Bolívia, mostrando que o carioca desrespeita todo e qualquer tipo de corrente totalitária. Baita sacanagem os atletas pagarem pela impopularidade de seus presidentes! Por que não vaiaram os atletas brasileiros, então, em vez de descontar as frustrações do cotidiano no pobre do Lula que, como todo mundo sabe, não sabe de nada que acontece no seu governo? Os atletas argentinos também foram hostilizados, mas esses tudo bem, devem ser chatos e prepotentes como todo argentino é.

E o coitado do Excelentíssimo? Vaiado sempre que citado ou focalizado, ficou esperando o momento de declarar abertos os jogos e nem isso deixaram ele fazer. Estava lá, na frente da microfone, quando tomou uma puxada de tapete do Nuzman e de um burocrata da Odepa (que, aparentemente, sofria as conseqüências de um derrame). Aliás, vocês repararam que os dirigentes esportivos latino-americanos são sempre velhinhos, brancos e tem uma baita cara de f.d.p.? Bom, divago. Voltando ao ponto, bolei algumas teorias para a broxada presidencial:

1. Lula ficou puto porque não deixariam ele falar, depois do anúncio, que estava convencido que nunca na história dos jogos pan-americanos um presidente fez tanto pelo evento, e empombou que então não ia falar nada;

2. Lula tomou um empurrão do Haroldo, como é conhecido o ego do Nuzman, escalado especialmente pelo seu dono para essa missão;

3. O orçamento do Pan foi tão bem controlado e apertado que não sobrou dinheiro para um microfone decente para o presidente;

4. Lula, supreendido pelas vaias, estava ocupado demitindo o aspone que lê os jornais para ele todas as manhãs no Planalto e havia assegurado que sua popularidade estava em alta;

5. Lula achou que ia ter que repetir a frase em inglês e espanhol, e ficou constrangido;

6. Sérgio Cabral pensou que Lula fosse um bandido e acabou executando-o (Billy Shears já foi chamado para terminar o mandato do presidente).

E por aí vai. O pior é que o presidente estava visivelmente emocionado com a cerimônia e, pelo jeito, queria participar. Não deixaram, coitado. Fiquei com pena mesmo e, também, com uma estranha vontade de estar lá para abraçá-lo e apertar suas bochechas gordas. Estou quase convencido de que ele realmente não sabe de nada.

Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

BRASIL-IL-IL

Poucas coisas me incomodam tanto quanto o jornalismo esportivo da Globo. Não posso ver a Milena Ciribelli sem me retorcer ou baixar totalmente o volume. Primeiro empombei com a mania de colocar trema no primeiro "u" quando falava do Guga, transformando-o em "GUIstavo Kuerten". Depois, passou a ser seu sorriso irritantemente constante e o detestável sotaque exageradamente carioca. Logo caiu a ficha: ela e o Galvão Bueno são a parte visível da política oba-oba da Globo para o esporte nacional.

Veja agora o caso do GP da Inglaterra. A transmissão foi um festival de ufanismo e de vitimização do Felipe Massa, que caminha a passos largos para tomar de Rubinho o posto de "brasileirinho-coitadinho-contra esse mundão" número 1 do esporte. Ora, o sujeito deixou o carro morrer, fez uma cagada monumental e depois não fez nada além da obrigação ao usar sua nave para ultrapassar Spykers, Hondas, Renaults, Red Bulls e Toro Rossos (opa, foi mal Rede Globo; o certo é RBRs e STRs), mas foi pintado como gênio pela Voz-Oficial. O Raikkonen, que usou a mesma nave para ganhar a corrida e ultrapassar o Massa na classificação, era só mais um. Hoje, no Globo Esporte, lá estava a Milena Ciribelli, toda serelepe anunciando a manchete: "Corrida fantástica de Felipe Massa"! Seguindo essa lógica, na final da Copa América a Argentina faz 5 a 0 no primeiro tempo, o Brasil diminui para 5 a 4 no segundo e a manchete será "Brilhante atuação do futebol brasileiro na Venezuela". Que fique bem claro: Massa é muito bom piloto, muito melhor que o Rubinho, e não precisa desse jornalismo medíocre da Globo; ele mesmo demonstrou isso na corrida da Malásia, quando cometeu um erro e o admitiu francamente, após a Voz-Oficial passar toda a corrida classificando sua patacoada como excesso de arrojo.

O problema da Globo é justamente esse, valorizar seus eventos a ponto de mascarar situações e até mentir. O que o departamente de jornalismo está fazendo com o Pan é digno de ser chamado de criminoso, deixando de lado o dever de informar a gastança desenfreada de dinheiro público em nome da valorização comercial de seus direitos de transmissão. Informar, quem sabe, que o Pan é irrelevante em termos de presença de atletas de ponta? Claro que não, o que importa é falar bem dos brasileiros. Falar que essa história de legado esportivo e Olimpíadas 2016 no Rio é uma grande mentira, mero projeto pessoal do sr. Nuzman? Imagina, o Brasil tem plenas condições de ser sede dos Jogos Olímpicos e da Copa. E dá-lhe imagens de cartolas e políticos inaugurando obras pela metade com um enorme sorriso, fazendo discursos sobre as maravilhas do Pan. E, pior, logo depois o repórter que estava ao vivo no local fala feliz da vida a temida frase: "e agora, de volta aos estúdios com Milena Ciribelli". Aaaaaargh!!!

P.S.: para verdades sobre o Pan, acesse o blog oportunamente chamado de A Verdade do Pan 2007.

Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

DUNGA, O FANFARRÃO

Dunga está se divertindo horrores na Copa América. Veja a última declaração dele a respeito do time, retirada do UOL:

"Não sei da Argentina, tem que perguntar ao treinador da Argentina. Dizem que eles têm um futebol requintado, diferente, mas eles atuam com três volantes também. Por que para a Argentina vale e para o Brasil não vale? Usam o Verón, o Cambiasso. É muita teoria, quero ver na prática"

Só um sujeito com um humor de altíssimo nível bolaria uma piada tão boa quanto essa. Minha teoria é que o "técnico" está tentando reviver o melhor ano de sua vida, 1994, quando levantou a Copa do Mundo como capitão. Futebol pragmático, brigas com a imprensa, excesso de volantes, dependência crônica de um jogador só, enfim, Dunga está mais feliz que um pinto no lixo; seu aparente mau-humor é apenas um disfarce, pois com fama de bundão fica mais fácil escalar esse time meia-bomba que ele está botando em campo. O Parreira, a Jennifer Lopez brasileira, que o diga.

Então, enquanto isso, ele vai se divertindo com a formulação de piadas, como comparar o trio de volantes argentino com o nosso quarteto trágico. Ou aquele comentário sobre as duas linhas de quatro jogadores do Chile. Ou convocar e, pior, colocar em campo Doni, Alex Silva, Júlio Baptista e o craque Afonso Alves. Esse último é a grande prova da fanfarronice de Dunga e deve ser o maior motivo de risos nas partidas de dominó disputadas pelo "técnico", Rodrigo Paiva (assessor de imprensa e galã), Américo Faria (aspone e galã) e Jorginho (ex-técnico do América e galã), nas quais também deve estar sendo arquitetada a escalação para a final com a Argentina: Doni, Alex Silva (afinal ele já jogou na lateral um jogo, e foi contra o Boca), Alex, Naldo e Juan (para dar qualidade no saída de bola); Josué e Mineiro (separados dos outros pro pessoal lembrar do São Paulo); Fernando (quem?), Gilberto Silva e Elano (o incompreendido); Júlio Baptista (no ataque, porque é lá ele garante que joga bem).

Enfim, esse time é uma grande piada e Dunga é seu Ary Toledo. É uma boa distração e diversão para esquecermos que quem está tocando o mega-projeto da Copa de 2014 no Brasil é o Ricardo Teixeira, o maior "apesar dele" de toda a história do futebol brasileiro. Não quero nem pensar nessas coisas; que o Pan do Brasil-il-il comece logo!